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Por redação AIoT Brasil

O ano que se inicia será repleto de ameaças cibernéticas, principalmente por causa da pandemia de covid-19, que intensificou e deixou mais vulnerável o trabalho remoto, e porque os criminosos estão com mais poder financeiro para investir nos ataques. Essa foi uma das conclusões de um relatório da empresa brasileira de segurança cibernética Apura, que registrou um total de 272,5 milhões de eventos entre janeiro e novembro de 2020, o que representa um aumento de 394% em relação a 2019.

O levantamento foi feito com a utilização da ferramenta Boitatá Next Generation (BTTng), desenvolvida pela Apura para coleta e processamento de ameaças, com o objetivo de prevenir e combater crimes cibernéticos. Segundo o relatório, 46,9% dos eventos em 2020 ocorreram nos feeds de domínio, ou seja, nos sistemas que analisam domínios, URLs e IPs em busca de ameaças como phishing. Outros alvos frequentes foram os aplicativos de mensagens (24,9%), redes sociais (13%) e fóruns de discussão (1,3%).

Em relação às categorias de fraudes, a criação de perfis falsos concentrou a maior parte das ocorrências fraudulentas (28,9%), seguindo-se a manipulação de dados bancários (19,8%) e cartões (15,1%) e os phishings (14%). O vazamento de dados respondeu por apenas 2,1% das ocorrências fraudulentas, mas tem a gravidade aumentada pelo acesso a informações pessoais dos usuários. A ferramenta BTTng registrou a violação de mais de 958 mil CPFs, 592 mil cartões internacionais, 262 mil cartões nacionais e 220 milhões de credenciais de acesso.

Para 2021, a expectativa é de crescimento dessas ameaças. Sandro Suffert, fundador e CEO da Apura, lembra que, no Brasil, a introdução do sistema de pagamento Pix merece atenção especial, mesmo que até agora tenha se provado seguro. Porém, como o Pix deve substituir outras formas de pagamento, como compras com cartão de crédito, é possível que os criminosos atualizem seus métodos de ataque.

“Todos estão suscetíveis a incidentes de segurança. Proteger-se é fundamental, assim como identificar esses incidentes e agir o mais rápido possível. Em um planeta cada vez mais interconectado, a cibersegurança pode se tornar uma questão de sobrevivência”, alerta Suffert.

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