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Por redação AIoT Brasil

Entre motoristas e passageiros, o aplicativo de transporte urbano 99 bloqueia 730 pessoas por semana em casos envolvendo assédio sexual, ameaças de violência, racismo e homofobia, entre outras ocorrências. Isso acontece apesar das medidas já adotadas, entre as quais uma ferramenta de inteligência artificial que detecta comentários inapropriados sobre as viagens, em operação desde fevereiro de 2019. Agora, a empresa quer avançar mais um passo e, em parceria com o Instituto Ethos, lançou o Guia da Comunidade 99, dirigido aos mais de 20 milhões de usuários e 750 mil motoristas cadastrados na plataforma, em mais de 1.600 cidades brasileiras.

Segundo a 99, a publicação pretende compartilhar valores como respeito, gentileza, educação, responsabilidade, segurança, tolerância e comunicação, a fim de orientar as pessoas e estimular as boas atitudes. O guia foi produzido com base em um processo de construção coletiva, com informações de motoristas, passageiros e parceiros do aplicativo e conversas com grupos focais de gênero, raça e orientação sexual.

Não é difícil entender as justificativas para a produção do guia. Um levantamento da 99 mostra que entre as principais denúncias registradas em 2020 estão assédio sexual (23% dos casos), agressão verbal (14%), agressão física (7%) e discriminação (4%). E os passageiros não são as únicas vítimas, já que os casos de assédio, por exemplo, foram divididos igualmente – 51% contra usuários e 49% contra motoristas. A maioria (73%) das denúncias de agressão verbal também é feita por motoristas, assim como as de agressão física, em que 81% das vítimas foram os condutores. Em relação a racismo e homofobia, 69% das vítimas são passageiros.

“É difícil controlar o comportamento humano”, disse Pamela Vaiano, diretora de comunicação da 99, em entrevista à Exame, quando comentou o lançamento da publicação. “O Guia não tem ação imediata, mas é uma plataforma sustentável de conversa com a sociedade. Precisamos conscientizar as pessoas de que uma discussão banal pode terminar em um crime. Esperamos reduzir o número de casos”, afirmou. Segundo Pamela, 59% das ocorrências de violência registrados no aplicativo poderiam ser evitadas “com respeito”.

*Foto: O assédio sexual lidera o ranking de denúncias no aplicativo, seguindo-se as agressões verbais e físicas/Reprodução 99

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